Eu debaixo de lágrimas

Óóóó... Óóóó...
Vou desenterrar-te
Sai da frente
Vou desenterrar-te
Dorme o pai perdido dentro de mim
A tristeza no ar, a falta de ar
Desprezível é o meu pai
Imunda é a minha mãe
Sujos os pés do meu azar
Turvo o meu coração vai ficar depois
Oito nove zero
Separação honesta do pai que sou
Às vezes calo mas não calo a tua voz
Estancarei quando alguns curativos anestesiarem-me assim o corpo
Estacionarei quando a morte se render ao impulso do carro do teu pára-brisas
Fui-me debaixo de lágrimas
Óó... Óóóó...
Vou desenterrar-te
Sai da frente
Vou desenterrar-te
O pai dorme perdido dentro de mim
A tristeza no ar, a falta de ar
Bendito será o homem mau de caramelo
Os pés soltos pararam em pleno dia
Sete oito nove zero
"Acaricia-me, filha do pai que não sou"
O coração estancado abre-se a gritos e liberta o meu irmão
Morre o sentimento de alguns dos meus inimigos e a minha alma refaz-se
Estacionado nos arredores da cidade o carro debaixo de todos os dias
O pai dorme

Óóóó... Óóóó...
Vou desenterrar-te
Sai da frente
Vou desenterrar-te
Dorme o pai perdido dentro de mim
A tristeza no ar, a falta de ar
Desprezível é o meu pai
Imunda é a minha mãe
Sujos os pés do meu azar
Turvo o meu coração vai ficar depois
Oito nove zero
Separação honesta do pai que sou
Às vezes calo mas não calo a tua voz
Estancarei quando alguns curativos anestesiarem-me assim o corpo
Estacionarei quando a morte se render ao impulso do carro do teu pára-brisas
Fui-me debaixo de lágrimas
Óó... Óóóó...
Vou desenterrar-te
Sai da frente
Vou desenterrar-te
O pai dorme perdido dentro de mim
A tristeza no ar, a falta de ar
Bendito será o homem mau de caramelo
Os pés soltos pararam em pleno dia
Sete oito nove zero
"Acaricia-me, filha do pai que não sou"
O coração estancado abre-se a gritos e liberta o meu irmão
Morre o sentimento de alguns dos meus inimigos e a minha alma refaz-se
Estacionado nos arredores da cidade o carro debaixo de todos os dias
O pai dorme
5 Comments:
É díficil comentar este poema..há algo com uma estranheza transcendente mas que nos prende a tentar desvendar o porquê de tudo que lemos...é navegar pelas linhas do desconhecido...
Um abraço e obrigado pelo comentário
Dos poetas só a respectiva alma me interessa......as palavras..essas...nada me dizem para além de um segredo e identificação da alma de quem as diz...
Abraço
Paulo
Tens de começar a pensar em secar essas lágrimas... :-)
Psicanalítico, preocupante... até sinistro... mas o amor e a memória são sinistros, quase tanto como os laços...
P. S. Vostradeis, pá!... pensava que tinhas desistido da blogosfera!
Abraço e obrigado!
Obrigada.
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