Subversos
Derrames cerebrais com vida própria
sexta-feira, março 24, 2006
segunda-feira, março 13, 2006
Os pés cansados…

Os imortais saem para o preciso lugar onde me mexo
O universo morre ao perder-se
Ficam os caminhos de cabras por onde chegarei
se chegar
Os nossos jardins vão devolver-nos os cuspes
ressuscitarão sem sede
À tardinha vou chegar
se chegar
Os pés cansados...
As mesmas oito divisões são menos, são poucas
Menos divisões são desejadas
são queridas onde não sinto uma união
Dos espaciais, ao frio, não sinto o sucumbir
oiço falsos contos
paz da paz desfeita
sinto
Os pés cansados...
As pontes desobstruídas pelos homens
A alma é minha e a terra é minha
Tenho medo de tudo quanto é meu
Os meus filhos são do sofá e me acompanham
à mátria que me tem, Nova Zelândia
De propósito ao universo
fui
O parasita rouba-me o quê
As meias dos meus pés cansados
Pouco sussurram os tornozelos
detêm-se nas ideias
O universo primordial é calado
Vêm
as cartas e as calças e a nudez que trazem
prateleiras fechadas e ossos cuspidos
Sai para a tua rua
vai
O parasita cansa-me os pés

Os imortais saem para o preciso lugar onde me mexo
O universo morre ao perder-se
Ficam os caminhos de cabras por onde chegarei
se chegar
Os nossos jardins vão devolver-nos os cuspes
ressuscitarão sem sede
À tardinha vou chegar
se chegar
Os pés cansados...
As mesmas oito divisões são menos, são poucas
Menos divisões são desejadas
são queridas onde não sinto uma união
Dos espaciais, ao frio, não sinto o sucumbir
oiço falsos contos
paz da paz desfeita
sinto
Os pés cansados...
As pontes desobstruídas pelos homens
A alma é minha e a terra é minha
Tenho medo de tudo quanto é meu
Os meus filhos são do sofá e me acompanham
à mátria que me tem, Nova Zelândia
De propósito ao universo
fui
O parasita rouba-me o quê
As meias dos meus pés cansados
Pouco sussurram os tornozelos
detêm-se nas ideias
O universo primordial é calado
Vêm
as cartas e as calças e a nudez que trazem
prateleiras fechadas e ossos cuspidos
Sai para a tua rua
vai
O parasita cansa-me os pés